A vibe de Curitiba

Decidi ir para Curitiba faltando poucos dias para a viagem e acabei não conseguindo me planejar muito e montar um roteiro. Não uso a desculpa do tempo. O argumento clássico que todos adoram usar. A cabeça estava um turbilhão às vésperas das férias, optei por não fazer essa listagem sozinha e pedi ajuda para uma amiga minha que mora na cidade e tem muito em comum comigo. Ela, por sua vez, pediu a opinião de outros amigos e eu cheguei a cidade com quilos de opção no meu colo e sem saber por onde começar. A ordem era o que menos importava e eu seguia com o meu caderninho cheio de opções do que fazer.

Se por um lado, eu tinha as indicações desta grande amiga e de seus pares. Por outro, eu tinha conhecimento de uma Curitiba vinculada pela imprensa e por conhecidos. Ouvi muito falar sobre o quão os curitibanos são frios e não gostam de se relacionar bem como a cidade seria fantástica no quesito transportes e arborização. Até ouvi falar que não tinha nadica para conhecer na cidade, mas como detesto este tipo de argumento e estava com saudades da Ana <3, decidi experimentar e levar o Mulheres Viajantes junto.

Jardim Botânico

 

Nos primeiros dias, eu sentia uma atmosfera que não sabia explicar. Sabe quando você chega num lugar e tem a sensação que de algum modo, o conhece? Pois senti isto e a Mari, minha amiga de faculdade que reencontrei no MESMO QUARTO DO HOSTEL sem termos combinado nada, me ajudou a elaborar porque entendíamos aquele lugar como conhecido. Um lugar que dá quentinho no coração. Curitiba nos lembrou Buenos Aires e se você já conhece um pouco do meu histórico de viagens, sabe que eu sou completamente apaixonada por aquela cidade-caos e que já a visitei quatros vezes e tive até um peguete por lá. (pois é!) Os espaços dialogam, mas assumo que não explorei o quê de decadência de Curitiba. Assumo que acabei turistando mais (e comendo!) do que me deixando levar pelo centro da cidade.

UNILIVRE

A cidade me pareceu super arborizada, com suas ruas e calçadas largadas e em alguns bairros, plana. Locomover-se por lá é bem tranquilo, porém, há um medo no ar. As pessoas têm medo de andar na rua depois das 18h, o que para uma paulistana como eu, é surreal. Além disto, com esta retórica do medo, quando você caminha nas ruas, não vê uma alma sem ser vez ou outra de carro bem como a iluminação pública ruim, contribui para este clima de insegurança.

Por outro lado, se há um viés conservador do curitibano, há também a liga dos ditos alternativos. Muitas das tendências tidas como hipster ganham força lá. Nos meus rolês pela cidade, encontrei muita barbearia, estúdios de tatuagem e restaurantes orgânicos. Assumo que me aproveitei bastante da comida, sendo os restaurantes vegetarianos ou orgânicos.

Padaria Orgânica Maçã 

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