Flavia e Nivaldo casamento feminista

Noiva feminista: quebrando tradições

Convidei a Flavia Costa pra nos contar um pouco mais sobre o seu casamento. Afinal, pode uma feminista casar? E ter um casamento com direito a vestido de noiva, buquê e cerimônia? São ou não contraditórios? Vamos dar uma olhadinha no que ela pensa sobre isso e como ela construiu um casório especial entre ela e o Nivaldo.

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Por Flavia Costa

Pode uma noiva feminista?

Muita gente não sabe o que significa realmente o feminismo. Por isso ficam confusos quando uma feminista se casa, decide parar de trabalhar para cuidar de um filho ou se dedica a uma atividade tradicionalmente feminina, como bordar. Mas como pode sonhar em se casar, se ela se diz feminista?

É que o feminismo não significa necessariamente rejeitar o casamento, a maternidade, nem mesmo o papel de dona de casa. A palavra mágica por trás do movimento é liberdade. O feminismo defende que a mulher seja livre para ser e fazer exatamente o que ela quiser, sem imposições ou obrigações.

Então sim, é possível ser feminista e sonhar com um lindo vestido de noiva, ou com uma roupa de astronauta.

diálogos: como o feminismo me ajudou a viajar sozinha?

Casamento como um sonho?

Eu sempre acreditei na importância de lutar pela igualdade de gênero e tive um casamento do jeitinho que eu sonhei. Mas sou totalmente contra a ideia de que o objetivo de vida de toda mulher é se casar. Não era o meu. Era sim, um sonho e um desejo que eu tinha e que me trouxe muita felicidade realizar. Mas minha vida não se resume a isso. Também me formei na faculdade, na pós-graduação, viajei o mundo e conquistei muita coisa legal com meu trabalho.

Flavia e Nivaldo casamento feminista
Companheirismo em uma foto// Foto: Natalia Escudeio Fotografia

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Ritos e simbolismos machistas: como desconstruir?

Essa minha visão me fez questionar uma série de rituais e simbolismos que são tradicionais nos casamentos. Para a minha entrada, por exemplo, fiz questão de ter ao meu lado meu pai e minha mãe juntos. Por que a noiva tem que ser acompanhada só pelo pai? O simbolismo do pai que entrega a noiva para o marido não fazia sentido pra mim. Em vez disso, achei que seria uma forma bonita de homenagear também a minha mãe e ter os dois juntos representando a minha família de origem.

Outra coisa que mudei foi a hora do buquê. Detesto a tradição de ter as mulheres solteiras lutando para ver quem pega o buquê, como se elas estivessem todas desesperadas para casar. Em vez disso, pedi que o meu buquê fosse dividido em várias partes e presenteei algumas pessoas queridas como forma de desejar amor e felicidade.

Na barra do vestido, escrevi os nomes de amigas e amigos que estavam em busca de um amor. Para as madrinhas e padrinhos, não convidei casais. Tivemos dos dois lados amigos e amigas importantes e queridos para nós, além dos nossos irmãos e irmãs.

 

Flavia e Nivaldo casamento feminista
O momento do buquê da Flavia// Foto: Natalia Escudeio Fotografia

 

Fornecedoras na missão casamento

Nesse processo, de refletir sobre cada escolha, encontrei fornecedores com os mesmos valores. Um mercado cheio de mulheres que fizeram de celebrar o amor a sua profissão e que têm trabalhos lindos. Como a Julia Pak, que fez o meu vestido, e que defende em seu ateliê a liberdade das noivas serem bonitas como são, valorizando a personalidade e a beleza de cada uma. Ou a Márcia Henz, da Rito Cerimônias, que celebra casamentos de todos os tipos com tanta verdade e sentimento que se emocionou diversas vezes em nossas reuniões. E a Lorenza Pozza, uma cantora extraordinária, a Joyce que entendeu perfeitamente a simplicidade que eu queria para a decoração, as assessoras que fizeram tudo funcionar. Tive muita sorte de me cercar de tantas mulheres incríveis que fizeram seus trabalhos com tanta dedicação e competência.

Flavia e Nivaldo casamento feminista
Buquê e alianças em destaque// Foto: Natalia Escudeio Fotografia

Então sim, é possível celebrar o amor da forma que faz sentido para você, do jeitinho que você imagina e sonha. O amor nunca fica ultrapassado, ainda que os padrões e estereótipos de gênero (felizmente), sim.

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