ponta negra paraty

A comunidade caiçara de Ponta Negra

Ponta Negra é uma comunidade caiçara que é considerada de certa forma como parte da cidade de Paraty. Escolhemos ficar hospedados nela, pois é uma praia um pouco mais reservada no momento do ano em que as praias mais bombam: o ano novo! Porém, quando ficamos por lá, percebemos o quanto a praia acaba abrigando uma gama considerável de turistas, que a deixou cheia.

A chegada por lá é de barco ou de trilha pela Praia do Sono, levando cerca de 2h30. Ali, esqueça carros e sinais de celular. Até pouco tempo atrás, eu te falaria para ignorar a eletricidade, mas a luz chegou à região no final de 2017.

Como chegar

A partir da cidade de Paraty, no sul do estado do Rio de Janeiro, você deve pegar um ônibus ou um táxi até o condomínio residencial de alto padrão Portal das Laranjeiras. A saída para o mar foi fechada por eles e por ordem judicial, levam os turistas em vans periódicas até o cais, para que a galera não fique circulando por lá.

Do cais, você pode pegar uma lancha que leva cerca de 15 minutos até a comunidade de Ponta Negra.  Chegue cedo ao Condomínio, pois são distribuídas cerca de 400 senhas para quem vai para as praias e quem volta. Caso você chegue lá e tenham esgotado as senhas, terá de fazer o caminho pela trilha.

Caso você prefira ir de trilha, deve seguir a marcação na entrada do condomínio e aí você segue o caminho para a Praia do Sono, a maior praia da região e de maior infraestrutura, e depois seguir para Ponta Negra. O trajeto leva cerca de 2h30.

Se quiser fazer a trilha sem a sua bagagem, é importante deixar alguém responsável por ela na lancha, pois os barqueiros não fazem o trajeto sem alguém responsável pelas malas.

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Passando pela trilha fechada de Ponta Negra a Antigos & Antiguinhos// Foto: Douglas Maris

Prepare o bolso

Como o acesso dos turistas e das mercadorias é restrito, a alimentação na região é cara pelo que é ofertado. No maior restaurante da praia, o café da manhã custava cerca de 30 reais bem como os pratos feitos.

Os passeios de lancha a praias próximas também têm lá o seu custo e variam de 10 a 100 reais, dependendo de onde você quer alcançar. Por exemplo, se você quiser ir a Antigos e Antiguinhos, deve pagar 20 reais, ida e volta por pessoa.

Comunidade caiçara de Ponta Negra

A comunidade de pescadores é bem pequena e recebe turistas que vêm conhecer a região da Ponta da Joatinga e Baía de Cajaíba. Usando ela como base, você pode conhecer praias como Galhetas, do Sono, Antigos, Antiguinhos, Cairuçu das Pedras, Martim de Sá e Pouso da Cajaíba. Se você curte trilhas longas, um rolê bacana é reservar uma semana para fazer o trekking da Praia do Sono até Pouso da Cajaíba.

Como fui em uma época bem cheia por conta do ano novo, vi que a praia acabava ficando bem suja, bem como as trilhas, o que dá aquela tristeza. Falta consciência ao viajante que circula por lá, que além de sujar a praia, explora o trabalho de crianças para carregar a sua bagagem ou ser seu guia nas trilhas.

Turismo é exploração?

Ponta Negra Paraty
Curtindo uma praia na comunidade caiçara de Ponta Negra, em Paraty, após uma trilha// Foto: Douglas Maris

Praia das Galhetas & Cachoeira das Galhetas

A Praia das Galhetas é bem roots e é marcada pelas pedras na areia. Acaba sendo um lugar bem vazio, pois não rola um banho de mar por conta da correnteza do mar batendo nas pedras. Uma ideia delícia é sentar nas pedras e ver o vai e vém do mar, percebendo os sons do lugar.

Logo ao lado, tem a entrada para a cachoeira de mesmo nome, que acabamos não explorando, pois com as chuvas seguidas, a entrada ficou escorregadia e fiquei preocupada de desbravar.

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Travessia da Praia das Galhetas, paraty // Foto: Douglas Maris

Praia de Antigos & Antiguinhos

Próximas à Praia do Sono, Antigos e Antiguinhos servem mais de local de passagem, pois não possuem infraestrutura para os turistas, como lanchonetes ou banheiros. Mas te conto um segredo: foram as praias mais lindas que vi ali!

A praia de Antigos parece uma piscina esverdeada, com água transparente, morna e rasa. O cuidado é não se empolgar e ir a mar aberto, pois conforme você vai invadindo a água, percebe que ainda está com a água em um altura ok do corpo.

 

Onde se hospedar

Nos hospedamos através da plataforma do Airbnb e ficamos na casa do seu Lelei e da Dona Biquinha, que tem um restaurante na beira-mar. Esquematizamos tudo através do filho deles, o Cauê. Assumo que gastamos bastante pela hospedagem simples, mas foi a melhor da região. Com o café da manhã bem farto servido no restaurante deles, gastamos cerca de 300/diária.

A hospedagem era uma casa só com quarto e banheiro, limpa e com uma varanda maravilhosa para observar a praia de uma rede.  O único incômodo é que eles liberam o terreno em frente para camping e a sua privacidade fica um tanto limitada.

Se quiserem dar uma olhada no anúncio, cliquem aqui.

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// Foto: Douglas Maris

 

*Os valores citados são de Dezembro/2017 e Janeiro de 2018.

 

Se quiser saber mais sobre a região de Pouso da Cajaíba, dê uma olhada nos nossos posts:

Diário de Bordo: Paraty/RJ

Diário de Bordo: Itanema, Paraty/RJ

Diário de Bordo: Praia Grande, Paraty/RJ

Diário de Bordo: Calhaus, Paraty/RJ (2016)

Diário de Bordo: Pouso da Cajaíba,Paraty/RJ (jan/ 20Todos os posts16)

 


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