Mulher-maravilha somos todas nós

por Margarete Dias

Primeiro não sei como iniciar um depoimento, mas sempre agradeço a Deus, meus filhos e minha família.

Aos 22 anos, me casei e fomos morar no Paraná. Tudo caiu na rotina. Quando nos separamos, eu e minha filha viemos para Rondônia, onde meu filho de 12 anos (na época), ficou morando no Paraná.Vim pra Rondônia, ainda tendo o pensamento de eu ter um marido e arrumei mais dois companheiros.

Foi em 2013, estava eu trabalhando de doméstica e vi na internet: – Faça uma viagem para onde quer ir, de preferência sozinha. Daí eu falei com minha patroa: – Pra onde eu vou? Ela disse: “Pra onde você quiser ir, eu compro a passagem de avião e daí desconto do seu salário”. Aquela atitude dela, eu achei maravilhoso. Daí em agosto de 2014, viajei sozinha de avião pela primeira vez. Saí daqui do meu estado, parou em Brasília, depois São Paulo e passei em um aeroporto grande, que não lembro o nome e ali eu fui curada da síndrome do pânico. Depois eu peguei um avião pequeno da Gol e eu pensei que não era esse, mas fui de São Paulo até Vitória.

Na hora que vi o mar, de novo pensei que ia cair e enfim, terra firme. Lindo de ver. O aeroporto é dentro da cidade. Daí fui na casa da minha tia e depois eu pensei:”Fazer tudo de novo?. Mas foi tranquila a viagem de volta pro meu estado.

Em 2015, fomos eu e minha filha para Londrina no Paraná. AMEI aquela cidade.

Em 2017, voltei para a casa da minha tia no Espírito Santo. Ela estava com câncer e me disse:”Fia nunca mais você vem me ver! Eu falei que eu ia e fui. Então, não passei no aeroporto grande e foi maravilhoso. Fui na praia e fiquei no Hotel Ibis, que só no outro dia eu tinha que seguir viagem pra minha tia. Na volta, pra eu vir, foi o tempo da greve dos policiais no estado. Vi tanques de guerras, o Exército estava do lado do hotel. Foi uma das melhores viagens. Agora estou planejando pra onde vamos, eu e minha filha, visto que ano que vem ela termina faculdade.

Sabe o que eu tirei de lição para mim? Onde está escrito  que não é bom estar sozinho? Deus é meu companheiro, tenho dois filhos e em hipótese alguma, vou deixar de cuidar deles pra ficar com quem quer que seja. Já fiz isso e não compensa. Eu agora penso que se as mulheres se amassem, tudo podia ser diferente. Podiam cantar: “Chega de ficar sofrendo angústia e dor”.

Eu acordei com 47 anos. O dirigente da onde faço minhas orações me disse: “Não precisa fazer um livro, as pessoas vêem”. Atualmente, trabalho como zeladora.

A mulher-maravilha não é uma advogada, uma médica. Mulher-maravilha somos todas que conseguimos fazer uma viagem interior.

 

Estou muito feliz. Antes só que mal acompanhada, se eu gosto de aventura, agora só em viagens.

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