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Casar ou Viajar? Escolhemos um Casório Viajante

Por Thaís Carneiro

Casar ou Viajar? Escolhemos os dois e daí nasceu um Casório Viajante. Conto passo a passo como foi com os nossos fornecedores: lugar, comidinhas e bebidas, decoração, doces, filmagem, fotografia, alianças.

É difícil colocar em palavras um dos momentos mais lindos da minha vida, mas eu vou tentar. Como disse o mozão ao pé do ouvido, foi o dia mais feliz das nossas vidas. Talvez você pense que é um tanto de exagero, mas como não ser exagerada uma relação entre um Ariano com ascendente em Touro e uma Canceriana com ascendente em Peixes? Deixando a filosofia de lado, vamos ao grande dia.

Escolha o lugar

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Aquele chameguinho antes da cerimônia, porque por aqui não tem ordem alguma pra seguir // Foto por Iuri Poletti

Apesar de ser um casal viajante daqueles, que mesmo com empregos que nos tomam cerca de 50 h / semana, conheceu junto 21 cidades e 4 países, decidimos casar na cidade que moramos, São Paulo.

A busca por um espaço para a festa foi o ponto chave, pois ele definia o estilo da festa e o investimento financeiro que faríamos. Entre idas e vindas, ficamos com o espaço CenaViva Estúdio Criativo.

Clima de interior

Bucólico, ele se encontra no caseiro bairro da Praça da Árvore, próximo ao aeroporto de Congonhas e com fácil acesso pelo metrô da linha 1 – Azul, com estação de mesmo nome.

O lugar funciona como espaço para eventos, mas principalmente como um estúdio fotográfico com cursos e oficinas. Dessa forma, o que nos encantou foi o clima interiorano, com um jardim com inspirações japonesas em seus detalhes, uma cozinha aberta com forno à lenha e uma vibe meio Toscana.

Analisando o orçamento

Pois bem, vimos que o orçamento para o evento no CenaViva Estúdio Criativo cabia no que dispúnhamos e para tanto, reduzimos a nossa lista de convidados de 140 para 80. Ele se encaixava, então, no que chamam de Mini Wedding.

Defina o estilo e a decoração

Em diálogo com o espaço escolhido, definimos que o nosso casório viajante teria uma vibe rústica. Talvez, você já tenha ouvido falar nesse estilo, nesses termos.

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Detalhes que fazem a diferença: o cuidado com o menu por termos convidados vegetarianos e veganos também com design da Érika Ramos

Pode até parecer estranho a definição do estilo depois do lugar escolhido. Até tínhamos em mente o que queríamos e chegamos a quase fechar outro lugar, um restaurante com pegada rústica, mas houve um desentendimento e acabamos seguindo para outro lugar, em que nos sentíssemos mais respeitados e seguros em relação à nossa decisão. Porém, não batíamos o martelo por uma questão simples: orçamento.

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Detalhes da decoração da Érika Ramos // Foto por Iuri Poletti

Vamos ser realistas: casamento se faz com dinheiro e precisávamos ter clareza dos gastos. Como estávamos oficializando um casamento que já existe na prática há quatro anos, queríamos respeitar o nosso orçamento e começar 2019 com as questões financeiras bem encaminhadas e sem o peso de dívidas anteriores. Além do que, o nosso foco financeiro foi investir na nossa lua de mel, que durou 24 dias.

Definimos que o nosso casamento seria em meio ao calor de dezembro, no final da tarde, com um ar mais leve, sem formalidades, com uma decoração rústica, elegante e referências às nossas almas viajantes . Parece meio confuso, não é? Quem tornou isso tudo palpável e claro foi a queridíssima Érika Ramos, da Érika Ramos Decor. Eu a conheci como tia Érika, tia da minha amiga de infância Ester, que se casou em outubro do ano passado com o Rodolfo. Fui madrinha do casamento dela e pude acompanhar o passo a passo dos preparativos.

A Érika nos trouxe o melhor custo-benefício com uma decoração impecável, simples e elegante como queríamos. Tem como não se apaixonar?

A gente estava lá em cada detalhe que ela pensou e acrescentou. Dizem que você não vê nada no dia, mas consegui ver até elementos que ela acrescentou à decoração e deixou aquele espaço ainda mais especial. Sério! Recomendo o trabalho da Érika de olhos fechados.

Comer e beber bem

A Chris Ceneviva, dona do espaço CenaViva, disse que para uma boa festa é necessário se valer do seguinte tripé: boa comida, boa música e boa bebida. Dica recebida, investimos nisso.

Comidinhas

A comida ficou por conta do Festa & Food Gastronomia e não é porque foi minha festa não, mas estava incrível! Dizem que noiva não come, não bebe e tal e coisa. Meus amores, comi até sorvete.

Escolhemos o cardápio com bastante cuidado, deixando opções para veganos, vegetarianos e onívoros. Pensando os paladares envolvidos, como é o caso das crianças e por aí vai. Vale ressalta que 80% do cardápio foi vegetariano. Fiz questão de comer e que saudade do risoto de alho poró! Eles foram impecáveis e todos elogiaram como foi bem servido.

A sobremesa foi a mais fofa impossível: sorvete servido no cascão. Segredo: a minha sobremesa preferida é sorvete. Eles são bem cuidadosos e foram indicados pela Chris, do CenaViva.

Cerveja gelada

Resolvida esta questão, escolhemos as bebidas alcoólicas que foram fornecidas pelos nossos amigos do Bar da Rosa, em Bauru. Amigo que é amigo traz de outra cidade, né? Orçamento limitado, focamos em uma bebida só para garantir a qualidade e escolhemos o chope artesanal da Cervejaria Servus, em suas versões pilsen e IPA.

Em um casório viajante, até a cerveja tinha que viajar, né?

Quem estiver por Bauru, dá um pulo por lá, que o bar virou o rolê da cidade!

Doces

Os casamentos tradicionais são conhecido por um bolo gigantesco e um milhão de docinhos. O nosso casório não teve um cenário assim por economia e porque depois de pesquisar com amigos que já casaram e até mesmo com confeiteiros, soube que seria um desperdício, pois a galera não come tanto assim.

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Ateliê Vipe

Definido isto, fechei com a fofa Petunia da confeitaria vegana Ateliê Vipe. A Pe é maravilhosa, sincera e tem um trabalho impecável. Ela já apareceu por aqui quando fizemos o aniversário de um ano do Mulheres Viajantes e forneceu as comidinhas para o festerê no Hostel Alice, em São Paulo.

https://www.mulheresviajantes.com/festa-um-ano-de-mulheres-viajantes/

Os escolhidos

A Pe super entendeu as nossas necessidades e especificidades, respeitou o nosso orçamento e deu dicas para melhor aproveitamento do nosso dinheirim. Assim, compramos três tipos de doces: tortinha de morango, palha italiana com decoração de flor de cacau e brigadeiro. O bolo mais lindo do universo e florido foi de nozes. Sério, me emocionei ao vê-lo.

Queria muito um bolo na festa e demoramos para fechar, para não estourarmos o nosso orçamento e ele estava ali, o mais lindo e delicioso. Sim, também comi o bolo.

Aquele som

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Aproveitando a pista com as madrinhas // Foto por Iuri Poletti

Por indicação novamente da Chris, fechamos com o Dj Juan. Enviei para ele todas as nossas referências musicais, as músicas da cerimônia e ele seguiu o clima sem tirar nem pôr. Melhor ainda, ele entendeu a nossa vibe e fez uma surpresa muito divertida no finalzinho da festa.

Ele nos ofereceu uma música do Sidney Magal, “Meu sangue ferve por você”, e aí dançamos juntos entre muitas risadas como se aquilo de fato estivesse no script. Jamais estaria porque o noivo é discreto que só. Foi super divertido e a pista ferveu.

Aquele registro

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Os bastidores dos cliques do Iuri Poletti // Foto por Diana Boccara

Para mim, esse era um dos pontos principais: um excelente registro. Queria foto e filmagem. Pois bem, se você der uma bela pesquisada em fornecedores de casamento, esses itens são mais caros do que o aluguel da casa de festas. No nosso caso, os valores eram impraticáveis e dificilmente nos identificávamos.

Filmagem

No caso da filmagem, assumo de cara que não procurei ninguém, porque já tinha alguém no coração, a Mariri. Ela produziu um vídeo maravilhoso sobre o nosso Mulheres Viajantes vai às ruas no Rio de Janeiro. Quem lembra?

Ela e o namorado Milton produziram o vídeo mais lindo da minha vida, que no caso é o do nosso casamento. Ficou tão lindo, que o que eu não chorei na cerimônia, eu choro vendo o vídeo. Esse vídeo não vou compartilhar para preservar esse momento e os convidados presentes.

Fotografia

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Uma década de amor e cachos // Foto por Iuri Poletti

Sobre a fotografia, encontrei por esse mundo da internet a dupla fofíssima Iuri Poletti e Pamella Biernaski. Estabelecemos uma parceria muito rica, que extrapolou o profissional e saí com eles em São Paulo como se fossem um casal de amigos. Todas as fotos desse post foram tiradas por eles.

As alianças

Não usávamos alianças de compromisso e depois de um tanto de conversas e reflexões, optamos por usar uma que simbolizasse o nosso casamento. Conversa vai, conversa vem, fizemos com uma amiga nossa, a Vanessa que tem uma marca de jóias incríveis chamada Alento. A Van conseguiu produzir para nós algo que fugisse do clássico e que por mais que tenhamos estilos completamente diferentes, as alianças se conversam. Optamos pela prata: a do noivo é de prata oxidada e a minha prata polida com uma pedrinha de turmalina rosa. Elas são jóias artesanais, foram feitas à mão e têm uma textura linda.

Uma rainha chamada Diana

A queridíssima Diana Boccara, do Couple of Things, foi nossa assessora por um dia e tornou o nosso dia mais leve e fluido. Maior vibe linda! Lembro que quando conheci a Diana fiquei boquiaberta porque já era apaixonada pelo projeto dela com o Leo, o Around the world in 80 videoclipes. Generosa, ela fez o nosso dia mais feliz.

Beijos da cancerianinha que a essa hora já está mais do que emocionada. Gente, depois dessa lua de mel de 24 dias, quero casar de novo e ter outra lua de mel! Logo mais detalhes sobre como foi conhecer Holanda e Itália juntos.

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2 comentários em “Casar ou Viajar? Escolhemos um Casório Viajante

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